Aprenderei a ser criativa?


Criatividade – uma palavra tão pequena e com um significado tão vasto. Algo que ninguém consegue definir, mas que é inato a todos. Algo que é tão importante na sociedade atual, mas que é alvo de críticas quando é usada.
          Se me perguntarem se a criatividade é um dom, eu respondo que sim, dado que este conceito ou estratégia que tantas vezes aplicamos no nosso dia-a-dia, não é algo que flui de forma natural em mim quando me pedem para ser criativa. 
“Mas toda a gente é criativa. A criatividade está no nosso cérebro, tens é que exercitá-la” – dizem-me. 
Talvez seja assim ou talvez eu ainda não tenha encontrado o exercício certo para conseguir ser criativa. Talvez ainda não tenha encontrado a estratégia para também a criatividade ser um dom para mim. Talvez eu não seja criativa, ou talvez eu ainda não tenha explorado essa parte do meu cérebro.
       Os designers, publicitários e artistas são aqueles a quem normalmente se pede e exige algo criativo. Mas nada de excêntrico, caso contrário são considerados anormais por criarem algo para a qual a sociedade não está preparada! Mas voltando à ideia inicial, são eles os criativos da nossa comunidade. São eles que são pagos por empresas ou pessoas em nome próprio. 
Então, mas perguntam-me: a criatividade é paga? 
A criatividade não é paga, porque nós não a compramos e de repente já somos criativos; nós pagamos a alguém, que provavelmente é mais criativo do que nós, para fazer algo que nós não conseguiríamos elaborar tão facilmente.
         A criatividade é sim importante para a área de comunicação, no entanto, não direi que é ferramenta mais imprescindível de um meio de comunicação. Embora a escrita de notícias siga um conjunto de regras que deve ser respeitado, a criatividade é uma boa estratégia a adotar, dado que podemos escrever o mesmo, mas de maneiras diferentes, atraindo assim mais leitores.
Como o jornalismo não é a área que pretendo seguir, a criatividade, mesmo que pense que não a tenho comigo, é algo que tem de acompanhar a minha vida profissional. Se eu quero ser fotógrafa, eu tenho de ser criativa para não cair na rotina de registar, da mesma forma, os momentos. Se eu quero ser videógrafa, eu tenho de ser criativa para criar novas histórias, novos vídeos com perspetivas diferentes. Se eu quero ser designer ou publicitária, tenho de ser criativa para ter novas ideias para as empresas. 



Comentários