Eu consegui. Eu fui capaz.
Parece que o bullying está na moda. Aliás, ser popular é ser um rufia, um
mau, um bully que afeta toda a gente e que tem uma autoestima invejável. Como
se deve imaginar, isso é de rir. Essas pessoas são tão frágeis como quando um
giz cai ao chão e se desfaz em pedaços. Mas o mais impressionante disso tudo, é
que os próprios bullys vêm da família... os irmãos, os primos, os pais!
Pensemos no pobre do patinho feio. Imaginemos que a mamã pata decide ter patinhos
através de inseminação artificial. Uma prática moderna para quem quer ser mãe
solteira. Nascem cinco patinhos a partir deste método, mas um é rejeitado... o
patinho feito. Porquê? Para quê tanta vontade de ter filhos se um vai para um
destino incerto? Deverá este método ter critérios? Tantas questões e não tenho resposta
para nenhuma. Não é disto que venho aqui falar.
Retomemos o nosso tema. O patinho feio, que não escolheu vir ao mundo e
que não escolheu ser abandonado pela sua mãe, vive uma vida triste e solitária,
como tantas crianças que passam por nós na rua e que não nos apercebemos que
assim o são. O patinho feio não tem amigos na escola porque vive toda a sua vida
assustado por não ter uma mamã pata para o acarinhar quando chega a casa, assim
como as crianças que diariamente são postas de parte nas escolas porque vivem
em orfanatos onde não há um gesto de carinho. O patinho feio sofreu bullying
durante a sua adolescência porque era preto e tinha poucas penas, assim como
jovens são massacrados pelos seus colegas porque são diferentes deles, ou são
negros, ou altos, ou baixos, ou gordos, ou magros, ou têm acne, ou simplesmente
não têm nada, mas são motivo de gozo por pura diversão.
Mas são estes corajosos que têm mais força para lutar por si, pela sua
vida e pelo seu sucesso. E se o patinho feio desse uma “chapada de luva branca”
à mamã pata e irmãos e conseguisse ficar ainda mais bonito que eles? E se estas
crianças e jovens que viveram a sua infância e adolescência aterrorizados são
neste momento homens e mulheres de sucesso, encarando a vida e os seus “bullys”
com um olhar de
“Eu consegui. Eu estou aqui em cima. Eu fui capaz de superar
tudo aquilo que me fizeste”.


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