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O espetáculo de comédia que se afoga

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Está um dia de sol fresco. Bate-me a brisa e a pele de galinha inunda-me. O burburinho das conversas dos turistas percorre as ruas do Pinhão. Junta-se o som dos barqueiros que chamam as pessoas, apressadamente, para entrarem nos seus barcos rabelos, castanhos, antigos, mas com uma subtileza moderna. Um grupo de franceses ri alegremente, qual espetáculo de comédia hilariante. As suas gargalhadas ecoam nos nossos ouvidos, enquanto esperamos pela nossa viagem. Estão descontraídos. Talvez estejam de férias. Apesar de saber que era a língua do amor que estava ali junto a mim, não posso garantir que a realidade que eu penso, seja a realidade daquele grupo, dado que não percebo o movimento dos seus lábios e os motivos das suas gargalhadas.  A verdade é que eu estava em frente de cinco homens franceses, de calças de ganga e um casaco desportivo, numa vila do interior de Portugal, com câmaras fotográficas ao peito e a registar todas as pequenas coisas que cruzavam com o seu olhar:...

A luta pela vingança de Alessandro Pietro

🔪 🔪 🔪 “Parla come mangi . O que é que querem saber? Estou velho, preso e a morrer. Porquê? Porque ainda não consegui. Sono un Criminale .” Do realizador Federico Fellini, Sono um Criminale é um filme biográfico e dramático, que conta com o protagonista Alessandro Pietro (interpretado por Geovane Henrico), um velho de 75 anos que vê a sua vida chegar ao fim, sem ter cumprido o seu objetivo de vida. Alessandro Pietro vive na máfico desde que nasceu. Durante o filme, recorda que foi abandonado pela sua mãe e desde bebé viveu com o seu pai em Palermo, Sicília. O seu pai, líder da máfia daquela cidade, desde cedo que o ensinou a ser poderoso, rico, manipulador e mafioso, qualidades que Alessandro admirava no seu pai e por isso o encarava como um ídolo. Aos 15 anos, Alessandro Pietro vê o seu pai ser morto e até ao resto da sua vida, irá lembrar-se da cara dos assassinos, prometendo vingança. É a partir desta altura que, para além de passar a ser o líder da máfia, o se...

Eu consegui. Eu fui capaz.

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Parece que o bullying está na moda. Aliás, ser popular é ser um rufia, um mau, um bully que afeta toda a gente e que tem uma autoestima invejável. Como se deve imaginar, isso é de rir. Essas pessoas são tão frágeis como quando um giz cai ao chão e se desfaz em pedaços. Mas o mais impressionante disso tudo, é que os próprios bullys vêm da família... os irmãos, os primos, os pais! Pensemos no pobre do patinho feio. Imaginemos que a mamã pata decide ter patinhos através de inseminação artificial. Uma prática moderna para quem quer ser mãe solteira. Nascem cinco patinhos a partir deste método, mas um é rejeitado... o patinho feito. Porquê? Para quê tanta vontade de ter filhos se um vai para um destino incerto? Deverá este método ter critérios? Tantas questões e não tenho resposta para nenhuma. Não é disto que venho aqui falar. Retomemos o nosso tema. O patinho feio, que não escolheu vir ao mundo e que não escolheu ser abandonado pela sua mãe, vive uma vida triste ...

Para mim a língua portuguesa é...

É o que me permite comunicar desde que aprendi a falar. É o conjunto dos sons que diariamente saem da minha boca para que as outras pessoas me entendam e possam comunicar comigo. É o idioma que tanto custa a aprender por pessoas que não têm o português como língua materna. É a conjugação das 23 letras do alfabeto, dando origem a palavras tão bonitas que nem tradução têm noutras línguas... Saudade! É a minha língua. É a minha cultura. É a minha forma de me expressar.